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Mais produtividade com duas novas variedades de mandioca próprias para plantio no Centro-Sul do país

🕔03.jul 2025

Duas novas variedades de mandioca desenvolvidas pela Embrapa combinam alta produtividade no campo com elevado teor de amido (carboidrato utilizado em indústrias alimentícias, de mineração, exploração de petróleo etc.), atendendo aos interesses de produtores e da indústria. Batizadas de BRS Ocauçu e BRS Boitatá, as cultivares se destacaram na região Centro-Sul, responsável por 80% da produção nacional de fécula — o amido extraído da raiz da mandioca.

Avaliados desde 2011 em uma rede de experimentos, os materiais, que foram inicialmente registrados para cultivo em São Paulo e atualmente estão sendo recomendados para os estados do Mato Grosso do Sul e Paraná, apresentam alta produtividade tanto no primeiro ciclo (colheita aos 12 meses) quanto no segundo (18 a 24 meses).

Segundo o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) Marco Antonio Rangel, que hoje atua no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é fundamental trabalhar na interface entre esses dois setores. “O preço unitário da mandioca é referenciado pela quantidade de amido, ou seja, quanto mais amido tiver a raiz, maior o preço. Existem variedades que apresentam excelente teor de amido, porém a produtividade por unidade de área é baixa. O alto teor de amido é bom para a indústria, mas se não tiver alta produtividade, não é bom para o produtor”, diz.

As cultivares BRS Ocauçu e BRS Boitatá foram lançadas ontem durante o Dia de Campo da Mandioca, promovido pela Cooperativa Agrícola Sul-Mato-Grossense (Copasul), em Naviraí (MS).

 

 

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