Mais incentivo para a agricultura familiar no nordeste
Iniciativas do Programa Arroz da Gente em Sergipe e Alagoas, além de compras públicas do cereal, ampliam a capacidade produtiva, geram renda no campo e contribuem para a segurança alimentar e nutricional da região.
A iniciativa de estimular novas atividades é da Conab – Companhia Nacional de Abastecimento – oferecendo mais máquinas no campo, alimento em circulação e políticas públicas que chegam a quem produz.
As ações ocorreram no Povoado da Resina, no Quilombo Brejão dos Negros, território reconhecido pela produção de arroz, e envolveram a entrega de máquinas do Programa Arroz da Gente e a doação de arroz agroecológico a cozinhas solidárias. Localizada a cerca de 107 quilômetros da capital sergipana Aracaju, a cidade abriga comunidades tradicionais responsáveis por uma produção entre 250 e 300 toneladas de arroz por safra e com papel estratégico no abastecimento regional.
A programação incluiu o ato de entrega de oito mini colheitadeiras do grão, sendo quatro equipamento destinados para o estado de Alagoas e os outros quatro permanecendo em Sergipe, o que irá beneficiar diretamente 47 famílias agricultoras do Quilombo Brejão dos Negros, que reúne as comunidades Resina e Santa Cruz. As máquinas têm capacidade para colher até 400 quilos de arroz com apenas um litro de combustível (diesel), reduzem o esforço físico, aumentam a eficiência produtiva e ampliam a capacidade de trabalho das famílias, eliminando a penosidade do trabalho rural, promovendo inclusão produtiva e proporcionando o desenvolvimento sustentável.
Para o diretor Sílvio Porto, a ação materializa o compromisso do governo federal com quem produz alimentos nos territórios e demonstra a efetividade de um modelo integrado de política pública. “Levamos investimento público para dentro das comunidades, garantimos condições de trabalho, renda e produção. Quando fortalecemos a agricultura familiar, fortalecemos também a segurança alimentar e nutricional do país”, afirmou. Segundo ele, a integração entre mecanização, compras públicas e doação de alimentos gera impacto direto na vida das pessoas. “É o governo federal atuando do plantio ao prato. A produção se fortalece no campo, a renda fica com quem trabalha e o alimento chega a quem precisa”, destacou.
Além da mecanização nas lavouras de arroz, a agenda avançou no eixo da segurança alimentar e nutricional com a doação simbólica de 81,36 toneladas de arroz para o Programa Cozinhas Solidárias, sendo 21,36 toneladas destinadas a 20 cozinhas solidárias de Sergipe, e 60 toneladas a 32 cozinhas solidárias de Pernambuco. Todo o produto foi comprado por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e adquirido da Associação da Comunidade Tradicional dos Pescadores Artesanais da Resina, com investimento total de R$ 550 mil (R$ 105 mil SE e R$ 405 mil PE), o que assegura renda aos produtores e alimento de qualidade à população em situação de vulnerabilidade social.

