Lodo de esgoto pode se transformar em fertilizante orgânico
O lodo de esgoto é um material rico em matéria orgânica e nutrientes e por isso apresenta um grande potencial de utilização na agricultura como fertilizante orgânico. Com o objetivo de aproveitar isso e ao mesmo tempo eliminar os riscos ambientais de sua utilização, a Companhia de Saneamento de Jundiaí, em São Paulo, implantou um sistema de compostagem termofílica do lodo de esgoto, processo pelo qual ele é misturado a podas urbanas picadas, bagaço de cana-de-açúcar, cascas de eucalipto, entre outros resíduos orgânicos, submetidos ao revolvimento mecânico e oxidação promovida por uma intensa atividade de microrganismos. Neste processo, devido a ocorrência de temperaturas acima de 55ºC por mais de 30 dias, todo o material é higienizado, eliminando organismos causadores de doenças aos homens e animais, dando origem ao composto orgânico de lodo de esgoto.
Um monitoramento constante das indústrias garante baixos teores de metais pesados, permitindo um uso seguro do composto, que também é aditivado com calcário com objetivo de diminuir as perdas de amônia do processo, ajudando a evitar odores e também atração de vetores, além de enriquecer o material com cálcio e enxofre, dois nutrientes importantes para plantas.
O lodo devidamente tratado passa a ser denominado de fertilizante orgânico composto classe D, registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sob o no SP-80610 10000-7, como produto de uso seguro na agricultura. O fertilizante orgânico é fornecido para paisagistas e produtores de citros, eucalipto, cana-de-açúcar, flores, café, frutíferas, árvores, flores e gramados. O uso deste fertilizante é vetado pelo Mapa em hortaliças, pastagens e capineiras, raízes e tubérculos.

