Irrigação com pivô central nas plantações de café garante aumento de produção
Os testes realizados na Fazenda Santa Terezinha, em Campo do Meio, em Minas Gerais, se tornaram referências ao adotar a irrigação por pivô central, atingindo um aumento de até 50% na produtividade nas áreas irrigadas e garantindo a qualidade dos grãos mesmo em anos críticos. “O aumento na produtividade é uma consequência. O nosso foco principal é manter a estabilidade da produção”, afirma Mateus H. Barbosa Araújo, engenheiro agrônomo, mestre em Fitotecnia e representante da terceira geração à frente da gestão da propriedade.
Hoje, a Fazenda Santa Terezinha conta com oito pivôs centrais, dos quais cinco são modelos modernos da Valley. Três desses pivôs são totalmente dedicados à cafeicultura, enquanto um opera em sistema compartilhado com culturas anuais. Outros 25% da área de café são irrigados com gotejamento, garantindo precisão no manejo hídrico.b“Mesmo em anos de seca intensa, conseguimos minimizar as perdas com irrigação e manter a regularidade dos resultados. A aspersão do pivô facilita floradas homogêneas e contribui diretamente para o desenvolvimento uniforme dos frutos”, explica Mateus.
Além do café, a propriedade mantém uma produção diversificada com milho, soja, trigo, sorgo, feijão e aveia, integrando lavoura e pecuária de corte e leite em um sistema sustentável. Ainda assim, é o café que representa o maior retorno econômico da fazenda, justificando os investimentos em tecnologia e inovação.
Nos últimos cinco anos, a produtividade nas áreas irrigadas superou em quase 50% os resultados das áreas de sequeiro. A qualidade física dos grãos também melhorou significativamente, com frutos maiores e mais homogêneos. “A irrigação é o que nos permite produzir com previsibilidade, mesmo diante de adversidades climáticas extremas”, reforça.

