IPA estimula uso do sorgo e palma forrageira no semiárido
O plantio de variedades de sorgo e palma forrageira adaptadas à região semiárida são experimentos em destaque apresentados pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), para dezenas de produtores e técnicos, este mês, na cidade de Lagoa Grande, interior de Pernambuco. Além de expor as mais novas variedades desenvolvidas para essas culturas, foram realizadas oficinas com demonstrações práticas para que os agricultores possam cultivá-las de forma correta.
O secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Nilton Mota, e o presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), participaram do encontro. “Esse é um momento bastante oportuno para que Governo, técnicos e agricultores conheçam novas tecnologias, voltadas para a convivência com o Semiárido”, declarou o secretário. No evento, técnicos do IPA apresentaram as novas variedades de palma e sorgo com demonstração prática de manejos eficientes.
Ao todo, são exibidos oito materiais inovadores destinados à agropecuária, sendo quatro de palma forrageira e quatro de sorgo. O presidente do Instituto, Gabriel Maciel, informou que esses experimentos, expostos em uma “Vitrine Tecnológica”, são oriundos do Banco Ativo de Germoplasma do IPA e compõem o Projeto de Melhoramento Genético, também desenvolvido pelo órgão. “A difusão de conhecimentos e de tecnologias economicamente acessíveis, adequadas ao Semiárido, tornam as pesquisas um meio viável para elevar a competitividade da agricultura familiar na região”, destacou.
Segundo o pesquisador do IPA, José Nildo Tabosa, todas as cultivares apresentadas são adaptadas para a produção intensiva de forragem no período seco do ano, sendo, principalmente, capazes de proporcionar resiliência produtiva à severidade do clima. “Vale salientar que as culturas adaptadas ao semiárido são de fundamental importância como fonte de alimento para os rebanhos caprino, ovino e bovino do Estado”. O sorgo está sendo representado nas seguintes variedades de produção: IPA SF 15 e EP 17 (sorgo forrageiro de colmo sacarino), IPA 2502 (sorgo de dupla finalidade, para grãos e forragem) e o IPA SUDAN 4202 (variedade precoce para confecção de feno – colheita com 50 dias).
Já os produtores que trabalham com a palma forrageira puderam conhecer as seguintes variedades de produção: IPA Sertânia, Orelha-de-elefante mexicana, Palma miúda ou doce e F8. De acordo com Djalma Cordeiro, pesquisador do IPA, todas as variedades expostas são recomendadas para o semiárido e resistentes à cochonilha do carmim – praga que dizima toda a produção. “As variedades passaram por um rigoroso processo de seleção, o que assegura, além de boa produtividade, maior resistência a pragas e doenças.

