Investimentos e equilíbrio de gestão promovem crescimento de usina em Timbaúba
Após três safras seguidas de crescimento na produção de etanol e pagando o melhor ATR (quantidade de açúcar na cana, que remunera mais o agricultor) dentre todas as usinas do estado, a usina Coaf, antiga Cruangi em Timbaúba, interior de Pernambuco, iniciou ontem a moagem da nova safra canavieira, marcada pela volta da chuva e melhor desempenho no campo. Para esta safra, a Coaf já investiu R$ 10 milhões em melhorias do parque fabril. E prevê um crescimento de 100 mil toneladas de cana de açúcar esmagada em relação a safra anterior que totalizou 544 mil toneladas e fabricou 43 milhões de litros de etanol. A previsão da cooperativa rural é de que o faturamento cresça em até 20%. Além de etanol, a unidade fabricará aguardente e está apta para produzir açúcar.
Arrendada e gerida desde 2015 por uma cooperativa de fornecedores de cana na Mata Norte (Coaf), a unidade começou a moagem ontem (23) e prevê um aumento na produção de etanol e no faturamento. A previsão da Coaf é esmagar 650 mil toneladas de cana nesta safra, ante 544 mil na safra 2017/2018, 344 mil na 2016/17 e 291 mil na 15/16. Na última safra, a cooperativa de fornecedores faturou com a unidade R$ 95 milhões. E parte deste montante foi revertido para o pagamento dos trabalhadores, fornecedores, serviços e impostos locais, estaduais e federais. A unidade tem 320 empregados diretos no parque fabril e mais 3,5 mil trabalhadores contratados pelos canavieiros cooperativados para o corte de cana nos engenhos de Timbaúba e demais cidades da região, que voltou a ter forte movimentação econômica com a volta da usina.
Alexandre Andrade Lima, presidente da Coaf, garante que o resultado positivo só tem sido possível por conta do crédito presumido estadual de 18,5% sobre o etanol produzido em usinas geridas por cooperativas. O restante das usinas pernambucanas também recebem o mesmo incentivo fiscal na ordem de 12%. “Só por conta do estímulo que a usina Cruangi foi reaberta por nós e se mantém competitiva no mercado, gerando retorno socioeconômico e financeiro ao próprio estado com a entrada de milhões em impostos e 3,7 mil postos de trabalhados direitos, além de contratação de serviços e fornecedores com reflexos no comércio de toda a região”, conta Lima.

