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Grupos produtores resolvem acabar com a venda de ovos de galinhas confinadas

🕔16.nov 2020

É, segundo as empresas, um compromisso que marca o momento histórico na luta pelos direitos dos animais e pode impactar a vida de até 5,7 milhões de galinhas no Brasil. As empresas que tomaram essa decisão foram os grupos GPA, Carrefour e Grupo Big, além do Grupo Mantiqueira.

Com essa decisão, todas as lojas desses grupos empresariais passarão a vende somente ovos de galinhas criadas em sistemas livres de gaiolas, tanto de marcas próprias como de fornecedores terceirizados. Levantamento da ONG Mercy For Animals (MFA) estima que essa nova diretriz assumida pelo GPA pode impactar até 5,7 milhões de galinhas por ano no país. A novidade é também um marco para o varejo brasileiro – o GPA é o último dos três maiores grupos varejistas do país a se comprometer publicamente com a mudança na comercialização de ovos – o Grupo Carrefour e o Grupo Big (ex-Walmart) anunciaram compromissos semelhantes em 2018. No anúncio, o GPA divulgou também uma política para suínos que inclui o fim das celas individuais de gestação, entre outros critérios mínimos de bem-estar animal.

A notícia vem a público pouco mais de duas semanas depois de o Grupo Mantiqueira, líder no segmento de avicultura na América Latina, anunciar que não construirá novas granjas no sistema convencional de produção e chegará à marca de um milhão de galinhas livres de gaiolas até o final de 2021, alcançando dois milhões até 2025.

“Grandes corporações têm o poder de transformar a vida de bilhões de animais por meio de mudanças em suas políticas”, comenta Sandra Lopes, diretora executiva da Mercy For Animals no Brasil. “Este compromisso confirma que o movimento livre de gaiolas é urgente e irrefreável, reforçando a importância de todas as empresas do ramo alimentício que comercializam ou utilizam ovos avaliarem esse assunto com absoluta prioridade”.

“Esse compromisso é fruto de muito trabalho das organizações de proteção animal, mas também do apoio dos consumidores que se juntaram a nós e têm consciência das suas responsabilidades com os animais”, diz Carla Lettieri, nova diretora executiva da Animal Equality Brasil. “Esperamos que a atitude do GPA inspire outras empresas, porque ainda há milhões de galinhas sofrendo em gaiolas no mundo.”

Mais de 1.800 empresas em todo o mundo já anunciaram seus compromissos de não trabalhar com ovos produzidos em sistemas que mantêm galinhas confinadas em gaiolas em bateria, prática banida em toda a União Europeia, assim como em diversos estados dos EUA. No Brasil, mais de 100 companhias já publicaram políticas nesse sentido, entre elas grandes grupos e marcas, como St Marche, Zaffari e Makro, além da Cia Beal de Alimentos e as maiores redes de alimentação no país– entre elas McDonald’s, Burger King, Subway, Spoleto, GRSA e Sodexo.

 

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