Feijão pode aumentar capacidade produtiva com uso de inoculantes
A inoculação em feijoeiro vem para ajudar os produtores a alavancarem a produtividade das plantações. Segundo o consultor da Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII), Solon Araujo, a ideia de que as bactérias que nodulam o feijoeiro fixam baixas quantidades de nitrogênio já está totalmente ultrapassada pelos dados obtidos pela pesquisa nos últimos anos. “Informações de que o feijoeiro, por seu ciclo curto ‘não teria tempo para acumular nitrogênio’, de que as bactérias teriam baixa eficiência, já foram demonstradas como falsas”, enfatiza.
A pesquisadora Ieda Mendes apresentou resultados positivos na última RELARE, realizada em agosto deste ano. Após o isolamento e a seleção de estirpes de Rhizobium tropici os resultados de pesquisa demonstram que o feijoeiro responde de maneira clara à inoculação, permitindo trabalhar com níveis muito baixos de fertilizante nitrogenado. Os dados mostram aumento médio de 10,8% na produtividade do feijoeiro com o uso de inoculantes, sem fertilizante nitrogenado, para produções acima de 3.000 kg/ha.
Portanto, hoje já está bem definido que uma inoculação bem feita, com inoculantes de elevada qualidade, pode proporcionar economia na adubação nitrogenada, com expressiva redução no custo da lavoura e ganhos para o ambiente. “Agricultores de diversas partes do país, tanto de baixa como de elevada tecnologia utilizam a inoculação como forma de diminuir custos da lavoura com aumento de produtividade, aproveitando ainda o nitrogênio que fica no solo para ser aproveitada para a cultura seguinte”, explica Solon.

