Escola técnica estimula o plantio de sementes crioulas para evitar as modificações genéticas
A soberania alimentar para os moradores do campo virou tema da sala de aula da Escola Técnica Estadual (Etec) Sebastiana Augusta de Moraes, em Andradina, na Região de Araçatuba, oeste de São Paulo. Esse debate está mudando a concepção da comunidade local sobre a produção de alimentos porque estimula o plantio e a disseminação das culturas agrícolas crioulas, uma prática adotada para obter produtos sem modificação genética.
O projeto é liderado pelo professor Leandro Barradas Pereira, e tem como parceira a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), do Estado de São Paulo. Inserido na disciplina de agricultura orgânica do curso técnico de Agronegócio, o projeto surgiu em 2014 com o resgate de espécimes locais. É na unidade Apta de Ilha Solteira que ficam armazenadas as sementes utilizadas no trabalho.
A iniciativa permite que a escola desempenhe um papel social importante em toda a comunidade, servindo como um centro de pesquisa e preservação cultural, já que as sementes – definidas como qualquer parte da planta que possa garantir sua propagação – são consideradas um bem público e carregam em sua história informações sobre seu ecossistema e sobre os povos nativos que as mantiveram intactas geração após geração.

