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Equipamento bloqueia o fogo em armazéns, silos e galpões do agronegócio

🕔28.nov 2015

corta fogoO Agronegócio sozinho respondeu por 25% dos casos de incêndio em Indústrias de Fertilizantes, Armazenagem e Processamento de Grãos, Frigoríficos e Abatedouros, Madeireiras, Fazendas e Cooperativas. Os dados são do Blog SCI, responsável pela publicação diária de notícias sobre incêndios no Brasil.

O percentual serve de alerta no cenário de números gigantes do segmento que representa um terço do PIB brasileiro. No primeiro semestre, o macro setor alcançou quase 161 milhões de toneladas em capacidade útil disponível para armazenamento, 70,1 milhões deles em silos, 59,7 milhões em armazéns graneleiros e 31 milhões em armazéns convencionais, estruturais e infláveis.

Agora surgiu uma nova tecnologia para prevenção de incêndios em áreas fechadas com grandes capacidades de estocagem e risco de explosões: a ideia é fazer a compartimentação de ambientes com cortinas corta-fogo automatizadas.

“Em galpões de 10 mil m², por exemplo, a lei exige que a cada 1 ou 2 mil m² exista a compartimentação corta-fogo”, explica Rogério Lin, um dos maiores especialistas em proteção passiva contra incêndio do País e Diretor de Desenvolvimento de Mercados da CKC do Brasil, empresa responsável pela introdução do novo sistema de prevenção passiva em território nacional. “As cortinas corta-fogo promovem o isolamento do espaço fechado, impedindo por até quatro horas o risco de explosão ou propagação de chamas e fumaça para outros depósitos”.

O mecanismo é simples. Ao serem detectadas fagulhas ou os primeiros sinais de fogo ou fumaça, a cortina é acionada automaticamente e compartimenta a área afetada, blindando o local em 10 minutos. “É eficiente, seguro e não há necessidade de reformas ou alterações estruturais para implantar o sistema. É preciso apenas um detector de fumaça e um painel de controle no local. O resto da prevenção fica por conta das cortinas”.

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE