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Dificuldades e expectativa de crescimento para o mercado da aquicultura brasileira

🕔19.nov 2015

aquicultura de camarãoÉ comum se dizer que no Brasil a aquicultura tem grande potencial de desenvolvimento. E  chame-se aquicultura,  a prática de criação de animais em meio aquático. O problema, no entanto é descobrir os meios de transformar essa potencialidade em realidade concreta de mercado. Para Eduardo Ono, representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), “na área tanto da pesca, quanto da aquicultura, que têm um produto comum, que é o pescado, um dos grandes gargalos hoje é a questão da comercialização. A cadeia de comercialização precisa melhorar muito pra que a gente consiga que os nossos consumidores passem a consumir mais pescado brasileiro e não tanto o importado”.

A afirmação foi feita durante a Feira Nacional do Camarão (Fenacam), evento que termina hoje em Fortaleza, no Ceará. Normalmente, o pescado de fora do país é vendido já pronto para o consumo e grande parte do nacional ainda é comercializada em forma de matéria prima.

E como resolver isso? “Através da industrialização. Eu acho que você criar facilidade pro consumo, praticidade e segurança alimentar principalmente, confiabilidade. Tudo isso agrega valor”, defende Eduardo, que vem do setor produtivo aquícola brasileiro.

Osmar Baquit, secretário de Agricultura, Pesca e Aquicultura do Ceará, apresentou números sobre a produção de pescado no estado. Segundo ele, “o estado do Ceará, hoje, é o maior produtor de camarão do Brasil. Em 2014 fechou com 40.000 toneladas e nós queremos fechar 2015 com 50.000 toneladas”. Ainda de acordo com o secretário, o estado e o Rio Grande do Norte produzem 78% do camarão do Nordeste.

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