Cuidados para recuperar as pastagens depois da seca e das queimadas
O manejo adequado de pastagens é um tema muito importante para o desempenho da pecuária brasileira e que mereçe muita atenção dos produtores rurais. Diante dos desafios enfrentados pela extrema seca e recentes queimadas que atingiram o país, a busca por práticas que otimizem o uso do recurso forrageiro tornou-se ainda mais urgente.
Através de práticas bem definidas, como a rotação de pastagens, controle de plantas invasoras, pragas das pastagens e a correção e adubação adequada e suplementação, o pecuarista consegue potencializar o uso da pastagem, melhorar o desempenho dos animais e preservar o ambiente.
O pesquisador de pecuária da Fundação MT, Thiago Trento, destacou a importância da adaptação das práticas de manejo após as queimadas. “É fundamental que o produtor tenha um plano para alimentar seus animais após as queimadas, seja através da compra de feno, silagem ou outros suplementos. Para as pastagens, é preciso avaliar a capacidade de rebrota após o período chuvoso. Caso a planta não consiga se recuperar, será necessário investir em novas formas de recuperação, como a reintrodução de espécies forrageiras adaptadas às condições locais”, afirmou Trento.
Segundo Trento, o tempo de recuperação da pastagem dependerá da intensidade do fogo, das características do solo e das condições climáticas. “É fundamental acompanhar a rebrota da pastagem, avaliar a densidade de plantas, produtividade e a qualidade da forragem para determinar o momento ideal para o retorno do rebanho.
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) lembra os desafios dos produtores rurais em relação aos custos de produção diante das grandes oscilações do clima dos últimos anos. Entre as oportunidades identificadas pelos estudos do Instituto, destaca-se o aumento da demanda por carne bovina no mercado internacional.
De acordo com o superintendente do IMEA, Cleiton Gauer, a rentabilidade na pecuária é resultado de um ciclo que interliga três fatores cruciais: preço da arroba, produtividade e custo de produção. “O produtor precisa entender como esses elementos se relacionam e como ele pode influenciar cada um deles para otimizar seus resultados”, afirma Gauer. Para ele, “o produtor precisa estar atento às informações do mercado, investir em tecnologia e buscar constantemente a melhoria da sua gestão”, destaca.
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