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Cuidados para evitar a contaminação de antibióticos no leite das vacas

🕔04.jun 2015

ordenhaOs antibióticos são usados no tratamento de diversas doenças que acometem os animais nas fazendas de leite. Porém, quando aplicados sem cuidado, podem se tornar um problema. A doença mais comum nas propriedades leiteiras é a mastite – clínica ou subclínica. A enfermidade causa inflamação na glândula mamária do animal, prejudicando a qualidade e a quantidade de leite produzido. A vaca infectada pode deixar de produzir de 0,5 a 3 quilos de leite por dia.

Para os especialistas da Embrapa, quando o animal apresenta o quadro de mastite clínica, o produtor consegue visualizar alterações no leite e às vezes inchaços e vermelhidão na glândula mamária. Já na mastite subclínica, o animal não apresenta alterações no leite nem na glândula mamária.

O tratamento com antibióticos quando o animal apresenta mastite clínica deve ser feito em conjunto com boas práticas de manejo do gado para que o leite não fique contaminado por resíduos que compõem a fórmula do medicamento. Também deve ser ministrado com orientação de um médico veterinário.

Quando o tratamento é feito durante a lactação, é importante que o leite dos animais tratados não seja misturado com o leite dos animais não tratados. Na ordenha mecânica, o leite deve ser retirado em latões separados, descartado e não deve ser fornecido para outros animais. Após a ordenha, esse latão deve ser adequadamente limpo e higienizado, como os demais utensílios que entram em contato com o leite.

O animal deve ser adequadamente identificado para que não seja confundido com outros animais que não estão sob tratamento, já que existe um período após o tratamento em que o leite deve continuar a ser descartado, que varia de acordo com o antibiótico utilizado.

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE