Cuidados para controlar o ataque dos carrapatos na estação quente
O carrapato dos bovinos (Rhipicephalus microplus), é responsável por prejuízos anuais de cerca de US$ 3,2 bilhões. “O carrapato gera queda na produção de leite e de carne, traz custos com tratamentos e mão de obra, causa irritação nos animais e ainda transmite as doenças da Tristeza Parasitária Bovinas (TPB), a babesiose e a anaplasmose. Além disso, proporciona perdas na qualidade do couro, tornando-o de baixo rendimento para a indústria coureira”, explica o Gerente de Serviços Técnicos de Pecuária de Corte da Ceva Saúde Animal, Marcos Malacco.
Um dos principais desafios enfrentados pelos produtores para o combate ao parasita é o controle da infestação no pasto. Assim como ocorre com outros parasitos, o ciclo biológico dos carrapatos envolve duas fases: parasitária e não parasitária. A primeira, acontece nos animais (hospedeiro) e a outra no ambiente. “Cerca de 95% do total de carrapatos encontra-se nas pastagens e apenas 5% está diretamente nos bovinos”, afirma Malacco.
A fase não parasitária ocorre quando as Teleóginas (“jabuticabas” ou “mamonas” em algumas regiões), que são as fêmeas adultas fertilizadas do parasito, caem no solo. “Após um período de descanso, começa a postura que pode gerar mais de 3500 ovos por teleógina. Após o período de incubação, que é acelerado na primavera/verão e na época mais chuvosa do ano, surgem as larvas. Estas passam por um curto período de maturação, e se tornam infestantes para os animais”, comenta Malacco.
De maneira geral, os carrapatos podem ser observados nos bovinos durante todo o ano, entretanto é possível observar picos ou ondas de infestações, denominados gerações dos carrapatos, que são estimuladas por condições ambientais favoráveis à fase não parasitária do ciclo de vida do parasito.
“A primeira geração costuma acontecer na primavera/verão, por conta das condições climáticas da época, que unem aumento da temperatura média com o aumento da umidade relativa do ar (início do período chuvoso). Posteriormente, é possível observar as manifestações seguintes no verão, e ao final do outono. Dependendo das condições do ambiente, os animais são expostos ainda à quarta geração de carrapatos, que surge no final do inverno. É importante ressaltar que para o sucesso do programa de controle se faz necessário o combate adequado dos carrapatos já na primeira geração, pois o grau da infestação dos próximos picos estará diretamente ligado a esse momento”, explica Malacco.
Frente aos desafios impostos pelo parasita, a Ceva Saúde Animal desenvolveu o Fluron® Gold, carrapaticida altamente eficaz que une efeito de contato e sistêmico para o controle do carrapato. O produto possui em sua formulação quatro princípios ativos com mecanismos de ações diferentes: Fluazuron, que inibe o desenvolvimento de estágios juvenis e interfere na síntese de quitina, substância que forma o exoesqueleto ou a “carapaça” do carrapato, promovendo soluções de continuidade, hemorragias e morte do parasita; Cipermetrina, que causa a hiperexcitação do sistema nervoso com paralisia neuromuscular; Clorpirifós, que inibe a enzima acetilcolinesterase e causa a paralisia e morte dos carrapatos também por paralisia, mas atuando de forma diferente da cipermetrina; e Butóxido de Piperonila (BPO), em concentração adequada, que inibe a ação da enzima citocromo P450, que é aquela responsável pelo metabolismo da Cipermetrina em populações de carrapatos que apresentam tal enzima como mecanismo de resistência aos piretróides. Portanto a presença do BPO na concentração adequada permite concentrações de cipermetrina adequadas para controle do parasito a campo.

