Nordeste Rural | Homepage


Crescem as áreas produtoras de caju no Brasil

0 Comments 🕔13.Maio 2024


A produção de caju, no Brasil, tem destaques nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, ms a cajucultura se apresenta como uma atividade em crescimento em outras regiões do Brasil. No sudeste, o estado de São Paulo se mostra um produtor em expansão. Inicialmente, no cultivo se utilizavam os cajueiros gigantes, que chegaram a sua obsolescência produtiva com o passar dos anos. Diante disso, a Embrapa Agroindústria Tropical tem atuado para ampliar, fortalecer e desenvolver a cadeia produtiva do estado, introduzindo os clones de cajueiro-anão e promovendo a adoção de práticas culturais mais eficientes.

Diferentemente dos estados nordestinos, que têm a castanha como produto mais importante, a cajucultura paulista tem como foco a produção de caju para o consumo in natura. Rivail Cardoso, representante de comercialização da Frutamina Comercial Agrícola, destaca os motivos para esse cenário: “O caju de mesa é uma fruta muito apreciada pelos paulistas que a conhecem. É uma fruta de paladar mais adocicada, com aparência mais bonita e que chama atenção por isso”.

É no noroeste que a cajucultura se desenvolve em São Paulo. No município de Urânia, o cajucultor Pio Padula tem cerca de 200 cajueiros em produção no seu pomar. Os cultivares são da variedade CCP 76, recomendada para o mercado de mesa, além de ser a mais utilizada na fabricação de doces e cajuína. Para o produtor, o CCP 76 tem se mostrado um excelente aliado do mercado, pois tem suprido as expectativas dos admiradores do caju in natura. “Na minha área, o clone tem se desenvolvido muito bem, estamos aplicando somente adubação química e ainda sim conseguimos produzir quase o ano todo”, complementa.

Afrânio Arley, pesquisador da Unidade com experiência no manejo da cultura do cajueiro, avalia que o mercado da cajucultura em São Paulo apresenta uma tendência de crescimento. No entanto, alguns aspectos da atividade necessitam de melhorias, como as práticas de manejo, a pós-colheita e, principalmente, a variedade de material cultivado. “Nesta semana, nós lançamos o BRS 555, em São Paulo. A ideia é ter outras variedades disponíveis. Com isso, podemos alcançar vantagens como maior tempo de oferta de produção, além do que se trata de fitossanidade, com maior resistência às pragas e doenças”, complementa.

No Comments

No Comments Yet!

No one have left a comment for this post yet!

Write a Comment

<

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE