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Controle da quantidade de cobre no cafeeiro pode ser feito através de um novo biossensor

🕔22.abr 2017

cafeeeAlém das aplicações na detecção de contaminação ambiental e nos vegetais, o biossensor também poderá ser empregado na determinação de origem geográfica do café. Os íons metálicos já vêm sendo utilizados como marcadores para identificar a origem de produtos como vinho e café, segundo conta o pesquisador Marcelo Porto Bemquerer, um dos responsáveis pela tecnologia. “O Brasil é o maior produtor e o segundo maior consumidor de café, o que torna essencial a caracterização da qualidade e origem de produção desse grão”, avalia o cientista.

O cobre encontrado no café vem principalmente de fertilizantes cúpricos e alguns defensivos químicos utilizados na lavoura. Em determinadas concentrações, pode ser tóxico e provocar alterações fisiológicas na planta.

A nova tecnologia, com o Biossensor baseado em um peptídeo representa um avanço na detecção de íons de cobre presentes na planta do café. Recém-desenvolvida por cientistas da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), a tecnologia inédita poderá proporcionar o desenvolvimento de sistemas portáteis para detecção desse metal na planta, o que hoje só é possível por meio de análises laboratoriais.

No Brasil a detecção de íons metálicos ocorre mais comumente na água e no solo. Os métodos para determinar o cobre no solo e sua consequente biodisponibilidade pela planta existem, têm baixo custo e são eficazes, no entanto não são aplicáveis facilmente no campo porque são registrados em equipamentos de grande porte. No caso do biossensor, contudo, é possível fazer a análise até mesmo na plantação, caso seja utilizado um potenciostato portátil e eletrodos impressos. Esta fase da pesquisa ainda está em andamento.

 

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