As melhores tecnologias para o campo estão à mostra no Show Rural Coopavel
É uma das mais consagradas feiras do agronegócio brasileiro. O Show Rural Coopavel 2018 acontece até o dia 9 deste mês, na cidade de Cascavel, no Paraná. Entre as novidades tecnológicas algumas foram desenvolvidas pelos pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura, com sede na Bahia.
Uma delas é o Chips de mandioca, uma alternativa criada para dar valor a mandioca de mesa, também conhecida como mandioca mansa, mandioca doce, aipim ou macaxeira, que é um alimento que apresenta alto valor energético e grande aceitação pela população brasileira. Mas tem um pequeno inconveniente: em condições de temperatura ambiente e umidade elevadas, a mandioca se deteriora mais rapidamente do que outras hortaliças de raiz. Portanto, o seu aproveitamento depende do emprego de tecnologias apropriadas de conservação. Uma possibilidade de agregar valor e incentivar o cultivo da mandioca é a produção de salgadinhos fritos do tipo chips, visto ser uma tecnologia simples e um produto de mercado crescente.
Outra novidade é a BRS Rubra Cara, uma semente de laranja apropriada para cultivo em parques e jardins em função do porte pequeno. Ela tanto serve como ornamental como pode ser consumida in natura. É adaptada para climas tropicais e subtropicais. Quando utilizada em vasos, apresenta crescimento lento e porte pequeno. Já quando fixada diretamente no solo, atinge porte um pouco maior. As folhas são sua principal característica. A coloração verde-variegada chama a atenção, e elas não caem, desse modo não é preciso realizar limpeza constante. Isso facilita sua utilização em projetos de paisagismo, o que a torna um produto diferenciado e atraente no segmento de plantas ornamentais.
O fruto da BRS Rubra Cara é de tamanho médio a grande, não possui sementes, o sabor é doce e sua polpa é vermelha, rica em licopeno — tipo de carotenoide, pigmento naturalmente vermelho que dá cor ao tomate e a outros frutos, protetor potencial contra tipos de câncer e doenças cardiovasculares.
No caso das raízes, os visitantes da feira, em Cascavel, vão conhecer a BRS CS01, uma mandioca para indústria, com elevado teor de amido, que é o carboidrato utilizado em indústrias alimentícias, de mineração, exploração de petróleo etc, e resistência às principais doenças. A BRS CS01 é recomendada para os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul — apresentou, no segundo ciclo, colheita aos 18 meses, produtividade até 93% superior às variedades hoje plantadas nesses estados.
E finalmente, serão apresentadas as sementes das BRS 396 e BRS 399, ou mandiocas de mesa, que apresentam elevado potencial produtivo, precocidade, pode ser colhda a partir dos sete meses após o plantio, polpa das raízes de coloração amarela, reduzido tempo para cozimento, boas qualidades culinárias, arquitetura pouco ramificada, favorável aos tratos culturais e facilidade de colheita, com raízes mais horizontais, que favorecem o arranquio.

