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As florestas que crescem em áreas antes desmatadas recuperam o meio ambiente

🕔17.out 2018

floresta secundária 1

As florestas secundárias, aquelas que crescem em áreas anteriormente desmatadas, são fundamentais para a conservação da biodiversidade e do carbono na Amazônia. É o que diz o mais recente estudo da Rede Amazônia Sutentável (RAS), publicado na revista internacional Global Change Biology. O trabalho avaliou áreas de capoeira, como são chamadas as florestas secundárias, na Amazônia Oriental, e mostrou o papel ecológico que desempenham frente às mudanças climáticas.

Após 40 anos de recuperação natural, as florestas secundárias ainda apresentam uma variedade baixa de espécies de animais e plantas quando comparadas às florestas primárias bem conservadas. Por outro lado, são de vital importância para a conservação ambiental. “Descobrimos que o carbono e a biodiversidade das florestas secundárias recuperaram mais de 80% dos níveis encontrados em florestas primárias não perturbadas”, diz o principal autor do estudo, Gareth Lennox, da Universidade de Lancaster, no Reino Unido.

Biodiversidade e carbono em florestas secundárias é um trabalho foi realizado por uma equipe internacional de cientistas da Europa, Brasil e Austrália, que mediu o carbono e pesquisou mais de 1.600 espécies de plantas, aves e besouros em 59 florestas secundárias em regeneração natural e 30 florestas primárias não perturbadas na Amazônia Oriental. Os sítios de estudo estão localizados em duas regiões do Pará, nos municípios de Santarém, região oeste do estado, e Paragominas, no nordeste paraense.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE