Nordeste Rural | Homepage

Amêndoas do Inajá com bom teor de óleo quando o produtor realiza a colheita antecipada

0 Comments 🕔19.nov 2020

O estudo foi desenvolvido pela Embrapa Amapá (AP) e constatou o potencial do inajá (Attalea maripa (Aubl.) Mart) para produção de óleo em escala comercial, abrindo caminho para agregar valor ao cultivo dessa espécie na região amazônica. Análises de materiais coletados no Amapá mostraram que, se a colheita dos frutos for realizada 30 dias antes da queda natural, o teor de óleo nas amêndoas de inajá chega a 46,3%, ou seja, muito próximo aos 50,9% encontrados em frutos coletados após a queda do cacho.

Para avaliar o ponto ideal de colheita antecipada, a equipe coletou os frutos em cinco períodos diferentes: aos 90, 60, 45, 30 e 15 dias antes da queda do cacho. “A identificação do ponto de coleta do inajazeiro, evitando a colheita de cachos caídos e já deteriorados, é importante para a manutenção da qualidade do óleo, que pode ficar comprometida devido a alterações não desejáveis”, destaca a pesquisadora Valeria Bezerra, da Embrapa Amapá, com base no estudo desenvolvido com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O teor de óleo nas amêndoas variou numa escala de 26,5% a 50,9% na base seca. “Essa grande alternância e o destaque em duas matrizes específicas de cachos caídos, em relação ao teor de óleo nas amêndoas, demonstram o potencial produtivo para trabalhos de melhoramento genético, a fim de domesticar a espécie para produção de óleo”, ressalta a pesquisadora. Os frutos avaliados pela Embrapa foram coletados de palmeiras georreferenciadas na região agrícola do distrito de Pacuí, município de Macapá (AP), e sua ocorrência foi mapeada pelo Instituto Estadual de Estudos Científicos e Tecnológicos do Amapá (Iepa).

Segundo Bezerra, o inajazeiro apresenta valor econômico, ecológico e ornamental para a região amazônica, devido ao aproveitamento integral. “Os frutos in natura são utilizados na alimentação humana e animal. Já o óleo extraído é usado pelas indústrias de cosméticos, saboarias, combustíveis e alimentícias”, explica. Porém, a espécie não é domesticada. Ou seja, ainda não existe sistema produtivo definido para essa planta. Por isso, a Embrapa recomenda a continuidade de estudos relacionados ao ponto de maturação do inajá, a fim de indicar, além do rendimento de óleo, as características qualitativas e o perfil de ácidos graxos presentes nos lipídeos das amêndoas.

 

No Comments

No Comments Yet!

No one have left a comment for this post yet!

Write a Comment


Warning: Illegal string offset 'rules' in /home2/nordest1/public_html/wp-content/themes/piccione-theme/functions/filters.php on line 157

Warning: Illegal string offset 'rules' in /home2/nordest1/public_html/wp-content/themes/piccione-theme/functions/filters.php on line 158
<

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE