Alimentação de suínos terá ácidos orgânicos para evitar substâncias recusadas pelo mercado internacional
As mudanças na legislação dos países importadores da carne suína brasileira, promoveram um tratamento de choque para evitar os aditivos antimicrobianos, pois essa é a exigência dos países compradores, principalmente, os europeus. A restrição do uso de antibióticos como um componente fundamental para o bom desempenho dos animais através da nutrição de suínos já foi implantada entre as indústrias fabricantes de alimentação animal, no Brasil.
De acordo com o zootecnista e analista técnico da Quimtia Brasil, Rafael Pilli Bellusci, existem outras formas de se garantir um desempenho animal de excelência, ainda que sem os antibióticos anteriormente usados. Para ele, uma alternativa valiosa para essa substituição são os chamados Ácidos Orgânicos.
“Este pode ser um aliado para o desempenho produtivo dos leitões, já que a acidificação da dieta, provocada por estes ácidos, reduz a possibilidade de obstrução de ingredientes importantes da ração nos organismos dos leitões e aumenta atividade enzimática e a melhoria na digestibilidade dos animais” afirma o especialista.
Segundo ele, essa opção pôde ser comprovada em pesquisas e ensaios a campo em diferentes fases produtivas dos animais. “Estes ácidos foram testados em vários momentos da produção animal, e em todas elas tivemos efeitos benéficos quanto ao desenho dos suínos”, afirma Bellusci.
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