Nordeste Rural | Homepage


Agricultores familiares do Noroeste de Minas Gerais estão ganhando mais produzindo leite

🕔28.abr 2022

São cerca de 100 famílias que fazem parte da rede de estabelecimentos do projeto Mais Leite Coopervap, desenvolvido pela Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu em parceria com a Embrapa Cerrados, no âmbito do Programa Mais Leite Saudável, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) . Os produtores que participam do projeto são acompanhados mensalmente por uma equipe técnica com dois agrônomos veterinários.

“É uma satisfação muito grande para a gente fazer parte do projeto. Estamos no meio de pequenos e médios produtores de leite. Tiramos em média 100 litros de leite por dia. Temos vizinhos que tiram mais do que isso. Mas, se você for ver o que a gente recebe após abater a ração do gado, sal mineral e outros gastos, muitas vezes é mais do que esse vizinho. Aprendemos com os técnicos e pesquisadores que o planejamento na fazendo rural é fundamental e isso está muita diferença no nosso dia-a-dia”.

Quem diz isso é a produtora rural Ivanete Aparecida dos Santos. Ela e o marido Adelson são assentados do Projeto de Assentamento Buriti da Conquista, de Paracatu (MG).  As atividades do projeto foram iniciadas em julho de 2019. Naquela, Ivanete e Adelson produziam 45 litros de leite/dia. “Ano passado chegamos a 180 litros”, comemora. “Seguindo como orientações que, a qualidade do leite também aumentou muito. Isso faz com que a gente ganhe mais”, conta. O projeto busca promover a inovação com agricultores familiares e o fortalecimento do arranjo produtivo do leite no noroeste de Minas Gerais. Para isso, articula a pesquisa, principalmente por meio da validação de tecnologias, e a assistência técnica.

O casal possui atualmente, na propriedade de 42 hectares, 20 vacas e tem como atividades principais a bovinocultura de leite, ao lado da fruticultura e da criação de galinhas. A agrônoma Ana Luiza Caldas é uma das técnicas que acompanha mensalmente os produtores. Ela conta que eles sem novos desafios foram muito receptivos e desde o início abertos a novos desafios. “Encontramos aqui modelados a implementação de novas práticas e tecnologias. Hoje eles fazem o monitoramento das despesas conforme orientamos, bem como o controle reprodutivo dos animais. Essas informações são informadas a serem sistematizadas e a gente analisa tudo”, afirma.

De acordo com Ana Luiza, o principal gargalo nos últimos anos foi como produzir na propriedade a comida que os animais precisavam. “Quando a gente chegou, os produtores já adotavam a prática de integração pecuária. Mas, era necessário fazer alguns ajustes. Foi o que foi. Montamos um teste com alternativas tecnológicas na propriedade para que eles pudessem fazer e decidir que seguiriam”, explicada. Nesses testes, segundo ela, a produtividade do milho para silagem foi de 28,8 toneladas/ha no sistema tradicional e 46,8 toneladas/ha no sistema de cultivo com novas tecnologias.

A região Noroeste de Minas Gerais produz diariamente cerca de 1,5 milhões de litros de 10 mil estabelecimentos, sendo que leite 80% deles são familiares e contribuem com cerca de 60% do total produzido. O peso dos agricultores ainda maiores para a Coopervap leite: 87% do é recebido desse grupo, sendo que 60% vem de assentamentos rurais, como o PA Buriti. Um outro aspecto relevante que é o leite, da mesma forma que a agricultura familiar é importante para a cadeia do leite, o inverso também é verdadeiro, já que quase 50% da renda bruta da agricultura familiar regional tem origem na pecuária.

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE