Ações para controlar o amarelinho dos citros
Popularmente conhecida como amarelinho, a CVC é uma importante praga que acomete a citricultura brasileira desde os anos 1980, podendo ser disseminada por inseto vetor (mais de onze tipos de cigarrinhas) e também por mudas infectadas. Causada pela bactéria Xylella fastidiosa. O CVC também promove manchas amareladas e misturadas nas folhas das laranjeiras doces, secamento de ramos e, em último estágio, amarelecimento, endurecimento e redução de tamanho dos frutos. Os sintomas aparecem após, pelo menos, seis meses da primeira infecção.
Segundo o fitopatologista Hermes Peixoto, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas, na Bahia, a convivência com a CVC deve ser realizada mediante a integração de diversas ações. “O controle legal deve ser feito com medidas ou regras estabelecidas em leis, decretos e portarias para impedir ou retardar a entrada e o estabelecimento da X. fastidiosa em uma área ou região onde ainda não foi constatada. Pode ainda determinar a erradicação ou a eliminação de material vegetal suspeito e deve ser implementado em regiões livres do patógeno”, afirma. O citricultor só deve utilizar mudas sadias, certificadas, adquiridas em viveiros credenciados. Em regiões onde já existe a doença é necessário manter as borbulheiras e as plantas matrizes protegidas por telas antiafídicas.
Quando a doença já está estabelecida, recomenda-se a erradicação ou eliminação de plantas severamente afetadas com dois a quatro anos que possuam muitos ramos com frutos pequenos. Outra medida consiste na poda dos ramos afetados, obedecendo a um esquema de épocas e distâncias do corte em relação à última folha com sintomas iniciais. “Já o controle químico deve ser direcionado às espécies de cigarrinhas vetoras utilizando inseticidas sistêmicos via tronco em plantas novas”, informa Hermes Peixoto.
As laranjas doces aparecem como os hospedeiros mais suscetíveis de X. fastidiosa. Tangerinas e seus híbridos, como tangores ou tangelos, podem apresentar sintomas em condições de campo, embora numa intensidade bem menor que nas laranjas doces. Em lima ácida Tahiti não foram encontrados sintomas nem bactéria em seus tecidos.

