A técnica para fazer a captura da mosca-das-frutas nos parreirais
É a chamada captura massal, uma técnica que consiste na instalação de 100 a 120 armadilhas por hectare em todo o parreiral, mas o produtor pode aumentar a densidade nas áreas mais infestadas, utilizando como atrativo a proteína hidrolisada de origem animal em seu interior. Depois de entrar na armadilha, o inseto não localiza mais a saída e morre afogado, sem a necessidade de uso de inseticidas químicos. Existem armadilhas que podem ser compradas, mas, para baratear o uso da técnica, a equipe de pesquisa ensina a fazer armadilhas caseiras, com a reutilização de embalagens transparentes de refrigerantes. “Para utilizar as embalagens, basta fazer dois orifícios de sete milímetros em lados opostos. Depois colocar o atrativo e pendurar a armadilha no parreiral”, orienta Ruben Machota Junior, pós-doutorando na Embrapa Uva e Vinho que integra a equipe de pesquisa.
Ele revela que, inicialmente, eram recomendadas as embalagens de dois litros, no entanto, pesquisas demonstraram a mesma eficácia com o uso de embalagens de 600 ml, trazendo o benefício adicional de utilizar menor quantidade de atrativo por armadilha. “É necessário colocar cerca de 40% do volume da embalagem, ou cerca de 250 ml do atrativo alimentar. O produto é estável e demora a evaporar, mas o produtor deve ficar atento e repor o líquido sempre que for necessário”, alerta Machota Junior. Estima-se que sejam gastos aproximadamente 500 ml de atrativo por armadilha por safra, considerando um ciclo de três meses.
As armadilhas devem ser distribuídas de modo a alcançar a densidade recomendada de 100 a 120 unidades por hectare. A instalação deve ser nos ramos do terço médio da planta, ou seja, a cerca de 1,5 m no solo, em lugares mais sombreados, que recebem menor incidência dos raios solares, principalmente no período da tarde, reduzindo assim a evaporação do atrativo.

