Nordeste Rural | Homepage


A técnica de uso do feromônio para combater os percevejos nas lavouras de soja

🕔12.ago 2015

feromônio - armadilhaOs feromônios são substâncias químicas de cheiro peculiar, presentes em cada espécie, que atuam como meios de comunicação entre os insetos. Na natureza, são responsáveis pela atração de indivíduos da mesma espécie para acasalamento, demarcação de território e outros tipos de comportamento. Os cientistas reproduzem, em laboratório, as condições observadas na natureza para monitorar o comportamento dos insetos-praga e interromper sua reprodução. A tecnologia tem como objetivo controlar o percevejo da soja com uso de armadilhas e técnicas de manejo.

Testes de campo realizados pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso – Fundação MT em Rondonópolis (MT), mostraram que a utilização de armadilhas à base de feromônios em lavouras de soja é uma boa estratégia para monitorar e indicar para o produtor o momento certo para controlar as populações de percevejos que atacam essa cultura, especialmente o percevejo marrom.

“O que se espera no futuro é que o produtor espalhe as armadilhas na área cultivada e faça inspeções semanais em busca de percevejos. Sempre que o número de insetos alcançar uma quantidade pré-determinada, a aplicação de inseticida será recomendada, de forma a aumentar a efetividade do controle e, o mais importante, diminuir o número de aplicações de pesticidas, o que protege o bolso do agricultor e o meio ambiente”, afirma o pesquisador Miguel Borges, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

As armadilhas à base de feromônios desenvolvidas pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em parceria com a ISCA Tecnologias foram testadas pela Fundação Mato Grosso. O monitoramento realizado com as armadilhas de feromônios detectou população de percevejo marrom mais precoce e em maior número do que as amostragens realizadas com “pano de batida”. Isso é um bom resultado para o monitoramento e controle dessa praga, explica Lúcia Vivan, pesquisadora da Fundação Mato Grosso. “Quanto antes detectarmos as populações de percevejos, mais cedo podemos iniciar o controle”.

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE