A qualidade do alimento valoriza a sustentabilidade da pecuária
A qualidade da nutrição é essencial para elevar os índices de produtividade na pecuária, seja na produção de carne ou de leite. A partir da década de 1970 se intensificou o uso de leguminosas, que consorciadas com gramíneas proporcionam uma dieta mais balanceada e completa para os animais.
A Embrapa lançou três cultivares de leguminosas forrageiras adaptadas para a região Sul do país: BRS URS Entrevero de trevo-branco, BRS URS Posteiro de cornichão e BRS Piquete de trevo-vesiculoso, todas estão disponíveis no mercado. As novas forrageiras são recomendadas para formação de pastagens cultivadas consorciadas e para sobressemeadura em pastagens naturais na região Sul do Brasil.
Mas não é apenas na alimentação que o uso de leguminosas traz vantagens. Elas proporcionam também serviços ambientais para os sistemas de produção. O principal deles é a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), suprindo o solo desse insumo essencial para o desenvolvimento das plantas. Além da questão da qualidade nutricional, outra vantagem no uso de leguminosas é que elas são espécies de inverno, período em que em as pastagens naturais diminuem. O uso de leguminosas diminui o vazio forrageiro, proporcionando maior qualidade e quantidade de alimentos durante todo o ano.
De acordo com o pesquisador Daniel Montardo, de modo geral, as leguminosas forrageiras, quando consorciadas com gramíneas ou sobressemeadas em campos naturais, melhoram a qualidade das pastagens por possuírem boa digestibilidade e elevados teores de proteína. Além disso, através da simbiose com bactérias do gênero Rhizobium, fixam nitrogênio atmosférico, reduzindo a necessidade de adubações nitrogenadas com o passar do tempo.
Queda na produção de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro/Sudoeste de Minas Gerais 0

