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A primeira cultivar de gergelim protegida do Brasil chega ao mercado este ano

🕔10.abr 2020

gergelim morenaA primeira cultivar de gergelim com proteção concedida no Brasil é da Embrapa. A BRS Morena foi desenvolvida pela equipe da Embrapa Algodão e deverá atender grandes produtores da região Centro-Oeste, onde a cultura tem se expandido nos últimos anos, especialmente em Mato Grosso. A cultivar deve chegar ao mercado em 2020.

“Há cerca de três anos, ao identificar a expansão da cultura do gergelim para o Centro-Oeste, a equipe de melhoramento genético da Embrapa Algodão iniciou o desenvolvimento da BRS Morena. A proteção resguarda os direitos da Empresa sobre a cultivar e permite o maior controle sobre as sementes que serão produzidas e a manutenção do protagonismo da Embrapa”, explica a pesquisadora Nair Arriel, responsável pelo desenvolvimento da cultivar. 

A proteção se justifica pela possibilidade de detenção dos direitos exclusivos de exploração. As cultivares existentes no mercado brasileiro são de domínio público ou introduzidas, pois a cultura do gergelim era regionalizada e restrita a pequenos produtores do Nordeste, esclarece a gestora de ativos da Secretaria de Inovação e Negócios da Embrapa, Aline Zacharias.

A perspectiva de expansão da área de cultivo e de mercado tornou conveniente e oportuna a obtenção dos direitos de proteção. Os royalties oriundos da exploração comercial da cultivar poderão retornar para a pesquisa, ainda que indiretamente. A ideia é promover a inserção competitiva da Embrapa no ambiente de inovação em benefício da sociedade brasileira.

A BRS Morena tem como principal atrativo a película marrom avermelhada, apreciada em diversos mercados mundiais, e será direcionada ao mercado gourmet. Segundo a pesquisadora Nair Arriel, a cultivar apresenta alta produtividade de grãos e teor de óleo acima de 50%.

Apesar de 90% do mercado brasileiro de panificação e óleo adotar sementes de coloração branca, o segmento de consumo gourmet tem interesse por aquelas de coloração mais escura, como a BRS Morena. “Para alguns segmentos, ela traz um diferencial de sabor. No mercado árabe, por exemplo, eles gostam do tahine feito de sementes mais escuras”, conta.

 

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