A plantação de mamão com bom controle de pragas pode ser muito rentável
Para adotar o manejo integrado de plantas e doenças do mamoeiro, é preciso que o produtor ou funcionário da propriedade receba treinamento, tornando-se inspetor do pomar. Outra figura importante nesse processo é a do manejador, técnico capaz de indicar o produto a ser usado no controle das pragas, assim como o momento e a quantidade adequados.
Pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas, na Bahia, monitoram pragas e doenças do mamoeiro, com o objetivo de estabelecer níveis de controle ecologicamente compatíveis com as exigências do mercado. O monitoramento é feito correlacionando a incidência de pragas com dados climatológicos e o estado da planta.
Segundo o pesquisador Hermes Peixoto Santos Filho, as ações fazem parte do programa de Produção Integrada de Mamão, coordenado pelo agrônomo Jailson Lopes Cruz, pesquisador da Embrapa. Segundo Hermes Peixoto, as pragas mais encontradas na região do sul da Bahia, são os ácaros branco e rajado e as cigarrinhas, em menor escala. Dentre as doenças fúngicas, destacam-se a pinta preta como a mais prejudicial e a Corynespora, que é a frequente, porém causa menor dano econômico.
“O monitoramento é uma prática da produção integrada de frutas que visa estabelecer estratégias de manejo integrado de pragas, iniciando o controle químico no momento exato em que os danos começam a aparecer nas plantas”. Ele destaca que o objetivo é identificar e controlar pragas e doenças fazendo o menor uso de agrotóxicos.
Para o produtor, o resultado é um ganho econômico grande, pois o monitoramento irá apontar o momento do controle da praga, que deve ser realizado com o uso de produtos seletivos, registrados na grade de controle de agroquímicos, na medida certa.

