A criação de um banco de proteína na fazenda
No período de estiagem os criadores de gado leiteiro possuem dificuldade em manter a quantidade da produção devido à baixa oferta de alimento no pasto. Diante disso, os produtores têm opção de estabelecer, dentro da propriedade, um banco de proteínas, espaço exclusivamente semeado com leguminosas que tenham uso forrageiro e alto valor nutritivo. Essas áreas são utilizadas como forma de estocar e, quando necessário, suprir forragem de alto valor nutritivo para os animais.
Com o uso do banco de proteína, o gado leiteiro, preferencialmente aquele em lactação, pode recuperar a energia gasta com o parto e com a amamentação a partir da ingestão dessas leguminosas. “O banco de proteínas é uma boa alternativa para alimentação de vacas em lactação ou animais destinados à engorda. Em média, com um hectare têm-se condições de alimentar satisfatoriamente de 10 a 15 animais adultos”, ressalta o pesquisador da Embrapa Acre, Maykel Sales. Essa técnica pode ser utilizada também durante o período chuvoso, pois mesmo com a grande oferta de gramíneas no pasto, o tempo de engorda e recuperação dos animais após a lactação pode diminuir devido a alta dose de nutrientes ingerida através das leguminosas.
Além de melhorar a produção de leite, o suprimento de nutrientes pode ajudar a melhorar o sistema como um todo, já que tanto os aspectos de sanidade quanto reprodutivos têm ligação direta como o estado nutricional dos animais. “Vacas melhores alimentadas produzem mais leite, desmamam bezerros mais pesados e têm seu intervalo entre partos reduzido, pois recuperam mais rapidamente a condição corporal após o parto”, afirma Sales.

