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A boa secagem da castanha-do-brasil impede o aparecimento de fungos para consumo humano

🕔16.dez 2020

O maior inimigo das castanhas são fungos que produzem uma substância tóxica chamada aflotoxina, de efeito cancerígeno, detectada somente por testes laboratoriais. Os fungos que contaminam as castanhas precisam de umidade e calor para se multiplicar. Para combatê-los é importante adotar boas práticas que impeçam essas condições na coleta, secagem e armazenamento das castanhas. Uma forma de diminuir essa contaminação está no método de secagem e seleção das castanhas, etapa de extrema importância no processo de obtenção de uma boa qualidade do produto para fins comerciais e consumo humano.

A secagem pode ser feita por meio da introdução de implemento tecnológico simples: a “mesa de secagem e seleção de castanha”. Esse implemento, já utilizado pela Embrapa Acre, foi melhorado para atender as necessidades dos coletores de castanha da região sul de Roraima. A mesa de secagem garante que as castanhas fiquem suspensas e bem ventiladas, facilitando a sua secagem e proteção contra contaminações. A tecnologia é bem simples e prática; ela pode ser construída no meio da floresta ou na propriedade. Depois de instalada, a mesa pode ser utilizada para retirar a castanha do chão, evitando a contaminação por fungos.

A castanheira, também conhecida como Castanha-do-Brasil ou Castanha-do-Pará, é uma das árvores nativas mais importantes da Amazônia brasileira e está intimamente ligada à cultura das populações tradicionais da região. Seus produtos e subprodutos são utilizados há várias gerações como fonte de alimentação e renda por agricultores, seringueiros e povos indígenas.

 

 

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