Uma praga que ataca as plantações de feijão em várias regiões do Brasil
A praga “Podridão Radicular Seca” é uma doença causada por fungos do gênero Fusarium, que sobrevivem no solo por tempo indefinido. Ela ataca o feijão a partir da fase de germinação e pode destruir ou limitar o crescimento das raízes, formando plantas subdesenvolvidas. O resultado é uma lavoura irregular com falhas e com perda de produtividade. A doença está disseminada por praticamente todo o Brasil, mas é nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, nos cultivos de terceira safra (abril a agosto), que, geralmente, há condições ótimas para infestação.
Habitualmente, o manejo da doença é feito de maneira preventiva, principalmente com o tratamento de sementes com fungicidas, e com a adoção de técnicas de manejo, como a rotação de culturas e o uso de plantas de cobertura, que reduzem a infestação do solo e melhoram o crescimento das plantas. A maioria das cultivares disponíveis é suscetível à doença.
O agrônomo Olavo Carlos Ribeiro, que presta consultoria técnica para produtores rurais da cidade de Cristalina (GO), atua há mais de dez anos no município e diz que a podridão radicular é um dos principais problemas hoje para a leguminosa. “A gente deixa de plantar por causa disso. Tenho áreas que eu poderia plantar feijão, mas que eu não planto porque sei que vou ter produtividade mais baixa em razão da doença”, afirma. Ele calcula que a podridão radicular acarreta perdas entre oito a dez sacos de 60 quilos do grão por hectare e estima que o custo do controle da doença gire em torno de 10% do valor da produção.
Queda na produção de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro/Sudoeste de Minas Gerais 0

