Especialistas apostam em aumento de canaviais irrigados em 2019
A popularização da irrigação por pivô central está fazendo a diferença no que diz respeito à produtividade das lavouras por todo o Brasil. No caso específico da cana-de-açúcar, cada vez mais produtores – e usinas – se mostram impressionados com o potencial da irrigação como uma ferramenta que garante a segurança da safra e potencializa os resultados na colheita.
Segundo especialistas, os produtores de cana que não utilizam irrigação estão acostumados com um rendimento de 60 a 80 toneladas por hectare. Muitos não acreditam quando escutam que esse número pode subir para 140, 150, ou mesmo 180 toneladas por hectare. Mas, o fato é que a irrigação por pivô consegue, sim, ter esse efeito multiplicador. A cana precisa mudar, senão, o lucro vai continuar baixo. É um potencial que está começando a ser explorado.
No Nordeste, há previsões de mais investimentos na cana irrigada este ano. De acordo com o representante da empresa Asbranor, revenda Valley em Pernambuco, José Ary Lavôr de Lima, o cenário econômico vai permitir uma proliferação do pivô central nas lavouras de cana. “Recentemente, o setor sucroalcooleiro sofreu bastante com o ajuste de preços relativos ao álcool e dos combustíveis. No entanto, estamos esperançosos de que o valor do etanol no futuro próximo leve a mais investimentos na irrigação, aumentando a produtividade. A irrigação já é uma ferramenta essencial em regiões com clima semiárido, como aqui no Nordeste, por isso, é algo que os produtores locais já conhecem e sentem vontade de desenvolver. Cerca de 70% da área cultivada do Nordeste são irrigados”, explica.

