Nordeste Rural | Homepage


Plantar florestas para produção de lenha e aumentar a renda do agricultor

🕔27.nov 2018

lenha

A tecnologia de florestas energéticas tem um ciclo de sistema produtivo com o seguinte fluxo: obtenção das mudas, plantio e produção de lenha. Esse fluxo deve durar cerca de quatro anos. Com a finalidade de atender a demanda por lenha de forma contínua e sustentável, diminuindo a pressão sobre as florestas nativas, a Embrapa Amazônia Ocidental recomenda o plantio das espécies Acacia mangium, Acacia auriculiformis e o Sclerolobium paniculatum (taxi-branco).

O estudo busca alternativas para fornecimento energia a partir de biomassa, como a lenha, para abastecer os fornos das olarias de várias regiões. Produzir energia em olarias a partir de espécies florestais de rápido crescimento com a possibilidade  de diminuir em até 38% o consumo de lenha na produção de tijolos é a principal inovação desse novo sistema de produção.

O êxito do programa de pesquisa financiado pela Embrapa, Suframa e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) colocou a tecnologia como parte de um projeto de desenvolvimento, via Programa de Apoio à Participação em Eventos Científicos e Tecnológicos (Pape/Fapeam) e emenda parlamentar, para fomentar o cultivo de mudas e o plantio das florestas energéticas nos municípios de Iranduba e Manacapuru, no Amazonas.

Plantios pilotos no município de Iranduba mostraram que o uso das espécies de Sclerolobium Paniculatum (Taxi-branco), Acacia Mangium e Acacia Auriculiformis, como espécies com potencial energético, podem contribuir para reduzir sensivelmente a exploração das florestas nativas e garantir a continuidade do uso da lenha no setor oleiro. Segundo o pesquisador Roberval Monteiro Bezerra de Lima, o resultado positivo é o maior rendimento destas três espécies em relação a outros materiais combustíveis, normalmente utilizados no consumo doméstico, em fornos, olarias e siderurgias.

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE