Nordeste Rural | Homepage


Como preparar o palmito pupunha para melhorar a renda do agricultor

🕔25.nov 2018

palmito de pupunha

A pupunheira, espécie originária da Amazônia, tem grande potencial para produção de palmito em áreas abandonadas pelos diferentes usos da terra. Por isso, representa importante alternativa agroecológica para diversificação da fonte de renda na pequena propriedade rural. O palmito retirado da pupunha também possui características que o diferenciam dos demais: é mais macio e é resistente à oxidação (escurecimento). Por isso, tolera um tempo maior de armazenamento, pode ser comercializado e consumido fresco, com o mínimo de processamento e sem perda de qualidade.

Para desenvolver tecnologias que ajudem o agricultor, A Embrapa Agroindústria de Alimentos e a Embrapa Florestal criaram a tecnologia de processamento mínimo do palmito. O propósito dos alimentos minimamente processados é proporcionar ao consumidor um produto muito parecido com o fresco, de vida útil prolongada e, ao mesmo tempo, garantir a segurança para o consumo, com um mínimo de perda da qualidade nutritiva e sensorial. O processamento mínimo aplicado ao palmito de pupunha refere-se às operações de transformação da matéria-prima (talo), resultando em um produto sem a perda da condição de frescor e que inclui procedimento de higienização, além de prolongar a vida-de-prateleira desses produtos alimentícios.

De acordo com o pesquisador Álvaro Figueiredo, da Embrapa Florestas, uma das principais vantagens do processamento mínimo para o produtor é poder comercializar diretamente o seu produto em feiras ou supermercados, sem a necessidade de colocá-lo em vidros. Com isso, o produtor agrega valor ao produto e consegue comercializá-lo por um preço três vezes maior do original.

“Antes do processamento mínimo é preciso colher o palmito e fazer uma pré-lavagem do produto. Em seguida, faz-e o descascamento e o corte, separando os toletes do coração. Após esta etapa, procede-se à sanitização em água clorada e a secagem dos toletes. Em seguida, mergulha-se o produto em uma solução filmogênica, deixando-o por aproximadamente 3 minutos. Após a secagem natural dos toletes, forma-se uma película natural comestível que ajuda na preservação do palmito de pupunha por mais tempo”, explica o pesquisador Antônio Soares Gomes.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE