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O semiárido nordestino precisa ser reflorestado para equilíbrio do meio ambiente

🕔18.mar 2026

reflorestamentoA ação do homem sobre os ecossistemas do semi-árido nordestino acontece, basicamente, através da exploração de três atividades: agricultura, pecuária e extração de madeira. A caatinga, um bioma exclusivamente brasileiro, vem sendo utilizada para atender às mais diversas demandas da população sertaneja como fornecer lenha e carvão para indústrias e domicílios, madeiras para construção rural (varas, estacas, moirões, etc.), toras para serraria, além de muitos produtos florestais não-madeireiros, como frutos, cascas, óleos, resinas, fibras, etc. 

A caatinga da região do Seridó Norte-rio-grandense, é apontada hoje, como um dos quatro núcleos de desertificação do Nordeste, indicando o grau de dificuldades que a região terá de superar para promover o seu desenvolvimento econômico de forma sustentável. Segundo Manoel de Souza Araújo, Engenheiro Florestal e pesquisador da Emparn, a produção do ecossistema seridoense depende, em grande parte, do uso adequado dos recursos ambientais, da implantação de unidades de conservação, do monitoramento de áreas críticas, além da recuperação de áreas degradadas através de estratégias de reflorestamento com espécies arbóreas e arbustivas, nativas e introduzidas, de valor ambiental e econômico adaptadas à ecologia da região.

Entre as espécies lenhosas nativas da caatinga, com possibilidades de uso em reflorestamento no seridó, destacam-se o sabiá, a craibeira, a carnaubeira, o pau ferro, a catingueira, o angico e a favela. E entre as espécies introduzidas de crescimento rápido com potencial madeireiro e forrageiro, adaptadas à ecologia da região, sobressaem-se a algarobeira, a leucena e a gliricídia. O nim indiano vem apresentando resultados animadores para produção de madeira e bioinseticida, sendo indicado também para reposição florestal.

 

 

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