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Recuperação natural das pastagens usando a leguminosa Guandu BRS Mandarim

🕔25.fev 2018

feijão guanduO Guandu BRS Mandarim está sendo estudado como opção para recuperação de pastagem degradada, alimentação animal na época seca e como adubo verde, disponibilizando mais de 200 kg/ha de nitrogênio (N) à pastagem. Por ser uma leguminosa, ela fixa o Nitrogênio em nódulos formados na raiz da planta. Dessa forma, em sistemas de consórcio com braquiária, o produtor recupera o pasto sem a necessidade de adubo nitrogenado. Para o pesquisador Rodolfo Godoy, da Embrapa, é uma maneira eficiente e prática de recuperar a pastagem a um custo baixo.

No final do inverno, o guandu que não foi consumido pelo gado deve ser roçado. O material remanescente fica sobre a superfície da pastagem e passa a funcionar como adubação natural, melhorando a fertilidade do solo. As plantas roçadas rebrotam e inicia-se outro ciclo. Ainda, o guandu BRS Mandarim tem outras vantagens. Sua forragem é de alto teor proteico, funcionando como fonte de proteína para os animais durante a época seca, que é quando o gado alimenta-se da planta. Em experimentos de consórcio da leguminosa com braquiária na Embrapa Pecuária Sudeste observou-se também: aumento do ganho de peso individual, aumento da lotação animal, aumento do ganho de peso por unidade de área e menos tempo para o abate de novilhas Nelores.

A persistência do guandu na área é por volta de três anos. Só após esse período é necessário novo plantio. Menos trabalho e economia para o pecuarista, já que não há necessidade de replantar essa leguminosa todos os anos.

 

 

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