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Uma das pragas que mais causam prejuízos na citricultura

🕔12.jun 2017

greeningÉ o greening, uma doença originária da China que surgiu há mais de cem anos. É causada por quatro bactérias do tipo Candidatus − a Liberibacter spp., Liberibacter africanus,  Liberibacter asiaticus e  Liberibacter americanos.  No Brasil, a doença foi identificada pela primeira vez em março de 2004, no Município de Araraquara (SP), mas atualmente está presente em todas as regiões citrícolas do Estado de São Paulo e em pomares de Minas Gerais e Paraná.

Os sintomas aparecem nas folhas da planta e são caracterizados nos ramos, que perdem parte da sua coloração verde, apresentando-se parcialmente amarelas e verdes, sem uma delimitação clara entre essas duas cores. Esse sintoma, denominado “mosqueado”, é o mais característico de plantas com greening, tendo sido observado em todos os locais nos quais a doença foi descrita até hoje.

As folhas das plantas podem brotar com um tamanho reduzido e apresentando clorose (amarelecimento), assemelhando-se a um sintoma de deficiência de zinco ou de ferro. A clorose ocasionada pelo greening, no entanto, é distribuída de forma assimétrica na folha. Os frutos sintomáticos geralmente são pequenos e deformados, podendo apresentar casca total ou parcialmente verde na porção basal, além de espessamento do albedo − a parte branca da casca − e sementes abortadas.

De acordo com normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o produtor deve inspecionar e eliminar plantas doentes. O citricultor que não erradicar as plantas doentes pode ser multado com até 3.500 UFESPs (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo). Em 2013, o valor da UFESP era de R$ 19,37.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE