A degradação das terras produtivas brasileiras tem histórico antigo
A transformação de terras produtivas em terras degradadas começou há muito tempo no Brasil e remonta aos ciclos do monocultivo da cana-de-açúcar (séculos XVI e XVII) e do café (XVIII e XIX). Com o advento da revolução verde na década de 1970 e a consequente expansão da agricultura, com o preparo excessivo do solo, o monocultivo e a aplicação inadequada de agroquímicos, os problemas causados pela degradação se agravaram.
Grandes áreas foram transformadas em pasto por uma opção de ocupação do território e não como resultado da introdução da atividade agropecuária com o propósito de obtenção de retorno econômico. “Na região Amazônica, por exemplo, o desmatamento seguido da introdução de grandes áreas de pastos nos anos setenta foi resultado de uma politica de ocupação baseada em uma visão defensivo-desenvolvimentista do governo militar”, revela o consultor independente e doutor em planejamento de uso das terras Antonio Ramalho Filho.
Atualmente, as principais causas da degradação das pastagens são o excesso de lotação e manejo inadequado; a falta de correção e adubação na formação, aliada à falta de reposição dos nutrientes pela adubação de manutenção e a utilização de espécie ou cultivar inadequada, não adaptada ao clima, solo e objetivo da produção.

