Como impulsionar a produção e a qualidade do café
Atualmente o produtor de café tem muitos incentivos mas é preciso tem também muitos cuidados com o manejo da produção. Os maiores cuidados estão na colheita e pós-colheita do café, que interferem na manutenção da qualidade dos frutos, ou seja, são nessas duas etapas que o produtor precisa se atentar às recomendações técnicas para evitar a depreciação do seu produto. Para se ter uma ideia, um produtor que colhe o café verde, em média, precisará de 21 latões para obter uma saca de café de 60 quilos beneficiada. O mesmo produtor que esperar o momento ideal para a colheita, com pelo menos 80% dos frutos maduros, precisará de apenas 18 latões para a mesma saca. Apenas observando-se o rendimento, o produtor que preza pela qualidade ganha cerca de 25% em massa de grãos. Considerando um valor médio de R$350 a saca, isso pode representar R$87 a mais em cada saca para o produtor.
O pesquisador da Embrapa Rondônia, Enrique Alves, conta que o cafeicultor que busca a excelência de qualidade tem um produto de maior aceitação no mercado e retorno financeiro. Ele alerta que o café colhido fora do ponto ideal e processado de maneira indevida apresentará defeitos que depreciarão a qualidade física e sensorial. “O cafeicultor terá mais dificuldades em vender o produto, ou deixará de ganhar incremento em valor de venda. Cafés considerados de boa qualidade podem receber até 15% de sobrepreço em alguns mercados”, argumenta Alves.
A cafeicultura de Rondônia, um dos estados que mais produzem café, tem passado por transformações positivas nos últimos anos, com aumento da eficiência. A produtividade cresceu quase 100%, com redução de 43% da área plantada, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O desafio encarado agora pelos 22 mil produtores é a melhoria da qualidade e a conquista de novos mercados.

