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As pragas introduzidas no Brasil e que atacam as nossas florestas

🕔03.fev 2017

florestaPara auxiliar na tarefa de monitoramento e prevenção à entrada de novas pragas, pesquisadores da Embrapa Florestas (PR) publicaram uma ampla revisão sobre os principais insetos exóticos que ameaçam o setor de florestas plantadas no Brasil. O estudo abordou tanto os insetos exóticos já presentes no País quanto os ausentes que merecem monitoramento constante. Ao todo, são abordadas 57 espécies de insetos, com projeções sobre o risco atual e prioridades de monitoramento, em especial para eucalipto e pínus, responsáveis por 92% dos plantios florestais brasileiros com fins produtivos.

Plantações de eucaliptos requerem atenção quanto aos insetos das famílias Eulophidae e Psyllidae. Da família Eulophidae, destaque aos insetos dos gêneros Leptocybe (neste caso em especial a vespa-da-galha) e Ophelimus, gênero ao qual o eucalipto é bastante suscetível, mas sobre o qual existem poucas informações referentes à taxonomia. Já para pínus, as maiores preocupações são Monochamus (que é hospedeiro de um nematoide que causa uma doença chamada murchidão-do-pinheiro), Rhyacionia frustrana (um tipo de traça) e Dendroctonus frontalis (um besouro).

Entre essas pragas exóticas, constam quarentenárias e não quarentenárias. Quarentenárias são aquelas que, ao serem introduzidas, têm um alto potencial de causar prejuízos aos plantios, podendo também ter impacto nas relações comerciais entre países. Elas são classificadas como “ausente” em uma área ou região (Praga Quarentenária Ausente ou A1), mas com risco de serem introduzidas. Já as pragas quarentenárias A2 são aquelas já presentes, com distribuição restrita e sob controle oficial (Praga Quarentenária Presente ou A2). O estudo também analisa as pragas introduzidas em relação a essa classificação.

“A abertura econômica brasileira para as importações, no início da década de 1990, aliada à globalização, causou um aumento substancial na movimentação de mercadorias, inclusive de produtos de origem vegetal, em especial em portos e aeroportos”, explica o pesquisador Edson Tadeu Iede, da Embrapa Florestas. Com isso, segundo ele, aumentou o risco de introdução de novas pragas florestais no País, pois uma boa parte desse tipo de comércio depende de embalagens e peças de suporte de mercadorias, geralmente fabricadas em madeira de baixa qualidade, que podem trazer larvas ou mesmo insetos adultos e patógenos que não existem no Brasil.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE