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As mangabeiras correm risco de desaparecer do litoral nordestino

🕔27.dez 2016

mangabeira-1A revelação é de um trabalho científico que será publicado no início de 2017, é uma atualização dos estudos de monitoramento do ambiente em que está inserida a população tradicional das catadoras de mangaba em suas áreas de ocorrência, no litoral do estado, maior produtor da mangaba, no Brasil. Em 2010, quando foi feito o primeiro levantamento, já havia um cenário preocupante, com diversas áreas de conflito e restrição de acesso pelos proprietários, além de uma forte especulação imobiliária. Os resultados dos estudos de atualização do cenário apontam uma redução de áreas de ocorrência da mangabeira em torno de 30% nos últimos seis anos.

Os estudos recentes foram coordenados pelo pesquisador e a analista da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Josué Francisco da Silva Junior e Raquel Fernandes, respectivamente, além da pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA) Dalva Mota.

Os resultados do mapeamento mostram uma redução das áreas naturais de ocorrência de mangabeiras de 10.456 ha (29,6%), nos municípios de Barra dos Coqueiros, Estância, Indiaroba, Itaporanga d´Ajuda, Japaratuba, Japoatã, Pacatuba, Pirambu e Santa Luzia do Itanhy, no período de 2010 a 2016.

“Com a ocorrência de desmatamentos nessa região do bioma Mata Atlântica, cujos remanescentes em Sergipe sofreram uma redução significativa, o que põe em risco a biodiversidade existente, seria recomendável uma atuação mais incisiva dos órgãos ambientais, com a finalidade de coibir e punir os desmatamentos ilegais”, afirma o estudo.

Desenvolvida dentro do projeto em rede ‘Plataforma Nacional de Recursos Genéticos Vegetais’, a pesquisa tem a parceria da Embrapa Amazônia Oriental (Belém-PA). Apoiam o projeto, ainda, o Incra, Universidade Federal do Pará (UFPA), Movimento das Catadoras de Mangaba de Sergipe e Emdagro.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE