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Brasil dá exemplo ao mundo nos segmentos de agricultura sustentável e energia renovável

🕔21.nov 2016

cop-22A produção de biocombustíveis, como o etanol, produzido no Brasil a partir da cana de açúcar, pode ser uma alternativa interessante para muitos países, defendeu o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, durante o lançamento da Plataforma Biofuturo na COP22, a Conferência do Clima, que se realiza em Marrakech, no Marrocos. Maggi disse também que o Brasil tem a agricultura mais sustentável do planeta.

A plataforma foi lançada por um grupo de 13 países da América do Sul, incluindo o Brasil, da Europa e da Ásia para promover o uso de biocombustíveis. A iniciativa anunciada pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, visa soluções que reduzam o volume de emissões setor de transportes de gases responsáveis pelo aquecimento global.

Os biocombustíveis avançados, preconizados pela Plataforma e que podem reduzir em até 90% a contribuição do setor de transportes para o efeito estufa, foram defendidos pelo ministro da Agricultura. “O que o ministro Sarney e o governo brasileiro propõem é dar sequência ao que o Brasil já vem fazendo. Temos experiência conhecida por fornecer biocombustível para a grande maioria dos automóveis do país”, assinalou Maggi.

O ministro da Agricultura comentou que seria interessante que outros países abrissem suas fronteiras para o etanol, senão como combustível exclusivo, mas na mistura com gasolina. O Brasil, sem dúvida alguma, na questão da energia, é o que mais tem energia renovável no mundo, acrescentou, lembrando que “42% da nossa energia é renovável, sendo 29% produzida na agricultura”.

O cultivo de milho para a fabricação de etanol, como fazem os Estados Unidos, também pode ser interessante no Brasil, de acordo com o ministro. “Temos que considerar isso, principalmente, na Região Centro-Oeste, que está entre 1.700 Km e 2.000 km de distância do porto. Se fôssemos cultivar milho sem pensar numa alternativa que não seja o consumo animal e o consumo humano, não teríamos onde colocar a produção. Os preços ficariam tão deprimidos que levariam os agricultores à falência, à falta de recursos para continuarem a produzir”.

 

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