Incêndios nas áreas rurais crescem 57% em relação ao ano passado
Os números são alarmantes. Até agora já foram registrados 40.765 focos de incêndio, em todo o país. Um recorde da taxa histórica que começou a ser acompanhando em 1998, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Esses números representam um aumento de 57% sobre o mesmo período do ano passado. Só no Mato Grosso, até final de julho, os prejuízos provocados pelas queimadas atingiram R$ 2,6 bilhões.
Segundo dados levantados pela NASA, agência espacial norte-americana, o esperado para o resto do ano é que este número aumente consideravelmente no Brasil, especialmente na região da Amazônia. Isso devido ao impacto causado pelo El Niño, que ressecou o solo da região.
E, para ajudar fazendeiros, ambientalistas e o poder público, no combate às queimadas, cientistas e geógrafos estão desenvolvendo sistemas capazes de monitorar o território brasileiro por meio de imagens de satélites, dados coletados em campo e mapas de calor, os chamados Sistemas de Inteligência Geográfica (SIGs). E a evolução tecnológica tem permitido integrar, por exemplo, recursos de mobilidade, drones e redes sociais para tornar o processo de monitoramento mais confiável e o mais próximo possível do real.

