O pequi na culinária brasileira e especialmente nordestina
O pequizeiro (Caryocar coriaceum Wittm) é uma planta perene, nativa e típica da região do Cerrado. A frutinha amarela ocorre nos estados da Bahia, Goiás, Piauí, Ceará e Pernambuco. Nessas regiões, apresenta-se como árvore frondosa e esgalhada, podendo alcançar até 10 metros de altura. Seu fruto, de cheiro e sabor peculiares, é bastante apreciado pela população nas regiões de ocorrência, onde é explorado de forma extrativista.
O nome pequi está ligado às suas características botânicas, e sua etimologia remonta ao tupi: py (casca) e qui (espinho). O fruto apresenta normalmente entre 1 e 4 caroços, cada um composto por um endocarpo lenhoso com inúmeros espinhos, que contém internamente a semente, ou castanha. O caroço é envolto por uma polpa de coloração amarela intensa, carnosa e com alto teor de óleo.
O pequi faz parte das tradições, canções e alimentação das comunidades rurais. Os pratos típicos são preparados com a polpa, que tem sabor e cheiro peculiares, servindo de base para a cultura alimentar de várias regiões brasileiras e compondo receitas tradicionais, como arroz com pequi, galinhada, doces, licores, sorvetes. Dessa forma, o pequi caracteriza fortemente, junto a outras especiarias, o buquê de sabores das culinárias regionais onde ele se encontra. Popularmente, o uso fitoterápico de óleo, flores e folhas do pequi é indicado em diversos tratamentos. Informações de Rodriguez-Amaya.

