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Pirarucu mais pesado quando criado em viveiros fertilizados

🕔28.fev 2016

pirarucuFertilizando viveiros de criação de pirarucu, é possível que os peixes tenham cerca de 20% a mais de peso em comparação a viveiros sem esse recurso. É o que indica pesquisa realizada dentro do projeto Pirarucu da Amazônia. Além desse ganho, houve conversão alimentar mais eficiente, ou seja, em média, os peixes consumiram menos alimento para ganhar cada quilo de peso.

Essas são algumas das primeiras indicações de trabalho desenvolvido em parceria entre a Embrapa, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O pirarucu é uma das espécies nativas brasileiras com maior potencial de desenvolvimento. Mas, para que esse potencial se concretize, existem gargalos na fase de criação, como a identificação mais rápida e eficiente do sexo dos animais. Dificuldades como essa estão sendo contempladas no trabalho que reúne várias Unidades da Embrapa situadas na Amazônia e é coordenado pela Embrapa Pesca e Aquicultura (TO).

Na fase da recria, o uso da fertilização em viveiros possibilitou animais com peso médio de 0,90 kg, ao passo que, em viveiros em que não houve fertilização, esse peso ficou em 0,75 kg. Fazendo as contas, os 20% de aumento são resultado da produtividade média do peixe. “Os resultados foram excepcionais e muito acima das expectativas da equipe, que esperava um efeito mais modesto, visto o pirarucu ser uma espécie de hábito alimentar carnívoro/ictiófago”, relata Fabrício Rezende, um dos pesquisadores envolvidos no estudo. Animais ictiófagos são aqueles carnívoros que têm peixes como base de sua dieta.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE