Grãos tratados na fase vegetativa podem produzir mais cerca de 15%
A fase vegetativa desempenha um papel fundamental em culturas como a soja, o feijão e o milho, já que possibilita o acúmulo da energia posteriormente consumida, no período reprodutivo. Segundo o engenheiro agrônomo Fransérgio Batista, gerente técnico de grãos da Alltech Crop Science, realizar um tratamento com soluções naturais nessa etapa pode contribuir para aumentar a produtividade entre 5% e 15%.
“O agricultor precisa buscar uma planta com desenvolvimento radicular satisfatório e uma parte aérea expressiva. Então, é essencial focar em três aspectos: a raiz, o número de nós reprodutivos e a quantidade de folhas, que ajudam a garantir um potencial reprodutivo altíssimo. Quanto maior o número de nós reprodutivos, maior o potencial produtivo”, avalia.
De acordo com Batista, no caso da soja, o intervalo entre os nós reprodutivos deve ser o mais curto possível, de preferência entre 5 e 7 cm. “Algumas variedades crescem muito, mas não produzem porque têm poucos nós reprodutivos, e com intervalos muito longos dos entrenós. Isso é sinal de que a planta não terá uma produtividade significativa”, observa.
“As folhas representam outro fator relevante, porque como a planta é um ser autotrófico, é através das folhas que faz fotossíntese, cuja energia é armazenada principalmente na forma de carboidratos. Ou seja: é preciso ter uma quantidade significativa de folhas, e com coloração verde, para que se tenha uma planta com a fotossíntese ativa”, explica.
Conforme Batista, a plantação requer outros cuidados importantes na fase vegetativa para apresentar um retorno satisfatório. “É imprescindível ter uma adubação adequada e iniciar o controle das doenças, para diminuir o risco de perdas futuras. Estar atento a isso agrega ao tratamento para incrementar a produtividade”, orienta.

