Tecnologia sociais poderão ser usadas como políticas públicas pelo governo da Paraíba
São consideradas tecnologias sociais, os produtos, processos ou técnicas de baixo custo, fácil aplicação e de grande impacto na melhoria de vida das comunidades que as adotam. Transformar essas tecnologias sociais desenvolvidas pela Embrapa em políticas públicas para o Semiárido da Paraíba foi o assunto discutido no seminário realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido (SEAFDS), em parceria com a Embrapa, esta semana, na sede da Embrapa Algodão, em Campina Grande.
Durante o seminário foram apresentadas tecnologias sociais geradas pela Embrapa e já validadas para o Semiárido, entre elas o sistema barraginhas, a fossa séptica biodigestora e o sistema integrado alternativo para a produção de alimentos (sisteminha). “A ideia é juntar o conhecimento científico gerado pela Embrapa com a capilaridade dos órgãos de assistência técnica, as ações que já vem sendo realizadas pelo governo do Estado e organizações de agricultores para buscar melhorias para a vida do agricultor, especialmente, o agricultor do Semiárido paraibano”, afirmou o chefe do Departamento de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Fernando Amaral.
Para o presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Santa Luzia e coordenador do território do Médio Sertão, Bivar Duda, as tecnologias sociais são um aprendizado do dia a dia e têm que acontecer na vida prática do agricultor. “Nós vimos na palestra que o déficit de água no solo é enorme. Então essas tecnologias têm essa característica e esse papel de captar a água que cai da chuva e que a gente normalmente deixa ir embora para que o agricultor possa utilizar, seja no consumo humano, seja no consumo animal e na sua plantação”, afirmou.
Para o secretário Lenildo Morais, a Paraíba vai tentar junto ao MDA e às instituições financeiras, incentivos para transformar as tecnologias apresentadas em políticas públicas para o estado da Paraíba. “No início do próximo ano nós vamos montar quatro Unidades Demonstrativas, as Escolas de Campo, com as tecnologias que foram trazidas para cá e paralelamente, vamos captar recursos para transferir essas tecnologias para todos os nossos territórios”.
Além das Unidades de Demonstração, também será firmado convênio entre a Embrapa e o governo do Estado para implantação das tecnologias sociais e revitalização do algodão agroecológico, da caprinocultura e da cadeia produtiva do sisal na Paraíba.

