O crescimento da criação de peixes provoca aumento das doenças na piscicultura
Com o crescimento dos empreendimentos de piscicultura e da produção em escala intensiva, tem se verificado maior ocorrência de doenças em peixes. Essas enfermidades podem causar mortalidade dos peixes e perdas de lucratividade aos produtores. A busca por princípios ativos presentes em plantas medicinais é uma alternativa que as pesquisas vêm avaliando para oferecer opções para o tratamento de doenças na aquicultura. Além disso, outras estratégias são adotadas com foco em práticas de manejo para prevenir as enfermidades e manter os plantéis mais saudáveis.
Outro resultado importante para o tratamento de doenças parasitárias em peixes, utilizando produtos naturais, foi a identificação de que um princípio ativo encontrado em algumas plantas aromáticas pode ser utilizado para controle de parasitos que afetam peixes. Trata-se do eugenol, encontrado em algumas plantas aromáticas, como o cravo-da-índia (Eugenia caryophyllata) e alfavaca-cravo (Ocimum gratissimum). Pesquisa da Embrapa Amazônia Ocidental identificou que o eugenol usado no tratamento de tambaqui (Colossoma macropomum) mostrou-se eficaz contra monogenoides, parasitos do grupo helmintos que são encontrados nas brânquias. “Constatamos que o eugenol tem efeito anti-helmíntico e é um princípio ativo eficiente no controle de monogenoides, podendo ser indicado para uso na piscicultura”, afirma a pesquisadora Cheila Boijink, coordenadora da pesquisa.

