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Previsão de crescimento para o setor de máquinas agrícolas em 2025

🕔07.out 2025

A previsão é de um crescimento de 3,4%, que foi apresentada durante o seminário realizado pela CSMIA, que reuniu especialistas em inovação, macroeconomia e crédito rural. Os dados da ABIMAQ fizeram parte do encerramento a 25ª edição do Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial apresentando o resultado da pesquisa de mercado realizada com fabricantes, que projeta um crescimento de 3,4% para o setor de máquinas agrícolas em 2026.

Os dados foram apresentados pelo presidente da CSMIA, Pedro Estevão Bastos de Oliveira, que destacou o impacto dos juros elevados e das instabilidades externas sobre as perspectivas do próximo ano.

“Um crescimento bastante modesto, reflexo do que os fabricantes estão observando no mercado, especialmente com o tarifaço e os juros altos”, afirmou o dirigente.

Além das projeções de mercado, o seminário abordou temas estratégicos para a indústria, como inteligência artificial, novos modelos de financiamento e cenários macroeconômicos que afetam o agronegócio e a cadeia de máquinas e implementos.

O especialista Pedro Estevão apresentou dados atualizados do desempenho da indústria. O faturamento em 2024 atingiu R$ 62 bilhões, com previsão de crescimento de 10% em 2025, chegando a R$ 68 bilhões. Ele alertou, porém, para a baixa reposição de máquinas nos últimos dois anos, o que pode gerar uma forte demanda futura.

Na área de crédito, o presidente da CSMIA destacou que metade das vendas de máquinas na safra 2024/25 contou com financiamento, mas apenas 36% tiveram juros equalizados, índice bem inferior aos 60% registrados em anos anteriores.

O advogado Marcelo Winter, da VBSO Advogados, reforçou o papel crescente do mercado de capitais no financiamento do agronegócio. Ele apontou que instrumentos como CPR, CRA, LCA e FIAGRO cresceram 315% entre 2022 e 2024, tornando-se alternativas viáveis para reduzir a dependência de crédito subsidiado. “Transparência, governança e profissionalização são fundamentais para que as empresas tenham acesso a esses recursos”, afirmou.

O economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, analisou os impactos da instabilidade nos Estados Unidos, a relação comercial com a China e os riscos climáticos do fenômeno La Niña. Segundo ele, o agronegócio deve continuar sendo motor de renda no Brasil em 2026, com geração estimada em R$ 1,6 trilhão.

No encerramento do encontro, o analista Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio, destacou as tendências que devem moldar o futuro do setor, como a expansão dos biocombustíveis, a recuperação de pastagens degradadas e os gargalos logísticos que ainda limitam a competitividade brasileira. Ele também alertou para a dependência de fertilizantes importados, que atinge 90% do consumo nacional.

 

 

 

 

 

 

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