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Feijão guandu aparece como reforço para alimentação humana de baixa renda

🕔24.jun 2025

Novas variedades de leguminosas com rendimentos maiores, melhores propriedades tecnológicas e benefícios nutricionais aprimorados têm sido pesquisadas pela Embrapa como opções para o consumo humano. Em São Carlos (SP), estudos desenvolvidos na Embrapa Pecuária Sudeste identificaram variedades de guandu (Cajanus cajan) com potenciais atributos nutricionais e tecnológicos adequados para alimentação humana. Em uma das linhas do trabalho, de acordo com a pesquisadora Ana Rita Nogueira, foram determinados os teores totais e o quanto é absorvido de minerais essenciais e proteínas durante a digestão de duas variedades de guandu. Essas duas opções foram comparadas com feijão carioca e feijão preto, sendo analisadas amostras cruas e cozidas em diferentes estágios de maturação.

O estudo foi tema de dissertação de mestrado do químico Marcelo Tozo, na Universidade Federal de São Carlos  (UFSCar), e a pesquisa foi desenvolvida na Embrapa Pecuária Sudeste, sob a orientação da pesquisadora Ana Rita. Os resultados indicaram, segundo Ana Rita, que o cozimento reduziu alguns teores de minerais, particularmente o fósforo, mas a proteína total permaneceu comparável à de outras leguminosas. Estudos realizados em laboratório mostraram que a quantidade dos minerais realmente disponíveis para absorção variou de 0,8% a 68% em relação às quantidades totais, com valores mais baixos em grãos maduros. O perfil proteico revelou uma alta proporção de aminoácidos disponíveis, reforçando o papel do feijão-guandu como fonte de proteína.

Além da composição nutricional, características tecnológicas e sensoriais foram testadas durante a análise de aceitação no mercado, coordenada pela pesquisadora Renata Tieko Nassu. As duas variedades apresentaram boa capacidade de hidratação e baixo tempo de cozimento, características essenciais para o consumidor. “A avaliação nutricional sugeriu o feijão-guandu como um suplemento alimentar viável, especialmente em regiões com recursos limitados. Este estudo fornece novas percepções sobre suas características nutricionais, enfatizando seu potencial para segurança alimentar e diversificação alimentar”, destacou Ana Rita.

 

 

 

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