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Uma análise sobre o consumo mundial de carne

🕔19.mar 2025

É a pecuária internacional que move o mundo atualmente. Como nunca, o Boi Brasil exportou tanto e abateu animais como em 2024. Mais de três milhões de toneladas embarcadas para 115 países. Com valores 11% acima de 2023. Foram quase 39 milhões de cabeças abatidas. Onze milhões de toneladas produzidas. Resultado direto e já previsto pelos números da inseminação artificial de 2020 e 2021. Um consumo interno ultrapassando depois de muito tempo o patamar dos 30 quilos por habitante ao ano. E a sinalização para 2025 é igualmente otimista. O cenário foi debatido, prognosticado e comemorado por pecuaristas, executivos e especialistas do mercado pecuário durante a primeira reunião da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM), realizada em São Paulo, na segunda semana de fevereiro.

“Dá quase para pegar na mão o ciclo pecuário. Pela primeira vez na história, estamos abatendo um número recorde de novilhas sobre as fêmeas. Animais jovens. Chegou a 31,3%. É crescente e, pela primeira vez, passou de 30%. Um animal em duas frentes de fornecimento: abate e reprodução/engorda. Com ganho de eficiência. Vamos começar em 2025 com preço alto de bezerro, e no devido momento, o aquecimento do preço da arroba do Boi, isso, principalmente em 2026. A passos largos. Estamos valorizando as categorias mais jovens da pecuária. E prolongando os valores da arroba”, analisou Rodrigo Albuquerque, pecuarista, médico veterinário, analista do mercado e autor das informações do espaço digital ‘Notícias do Front’. Ele comandou a jornada da ‘Viagem pecuária de 2024’, promovido pela ASBRAM para acompanhar de perto toda a movimentação da carne bovina brasileira, com análises diretas realizadas em fevereiro, junho e setembro e fechamento em fevereiro de 2025. Um trabalho que vai se repetir em 2025. “O bezerro inicia agora uma real recuperação de valores. Com abate de fêmeas caindo e o boi iniciando a retomada nominal dos preços, em termos reais. Agora, sempre vale o alerta de que todas as viagens do boi seguem até o consumidor brasileiro, puxar as rédeas”; completou Rodrigo.

Este panorama vem reverberando de imediato na comercialização de suplementos minerais das empresas ligadas à ASBRAM, que representam mais de 70% do mercado, pelas fazendas brasileiras produtoras de carne e leite, desde a metade do ano passado. O setor fechou 2024 comercializando 2.577.619 milhões de toneladas, 6,74% acima de 2023, o segundo melhor ano em volume na história, com destaque para a categoria ‘pronto para uso’, com 935,4 mil toneladas, e 71 milhões de cabeças suplementadas. E um movimento interessante para a categoria leite, novamente subindo na casa dos dois dígitos. “E, apesar de um recuo em dezembro, as vendas voltaram a se fortalecer em janeiro. 179.328 mil toneladas, entregues.

 

 

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